quinta-feira, 10 de setembro de 2009



Quando Dunga foi anunciado o novo técnico da Seleção brasileira, pouca gente pensou que ele chegasse a ter um retrospecto tão bom como o atual. Após as duas últimas rodadas das eliminatórias, onde o Brasil derrotou Argentina e Chile, ficou mais que provado que Dunga foi uma aposta da CBF que deu certo. Uma série de 12 vitórias seguidas e a vaga para a Copa do mundo com 3 rodadas de antecedência aumentou o crédito de Dunga com os brasileiros.

O próprio treinador por diversas vezes andou falando sobre os críticos, que duvidavam de seu trabalho. Na última semana, Dunga chegou a dizer que agora, após seus bons resultados, muitas pessoas se aproximaram dele como se fossem melhores amigos. Sem citar nomes, Dunga deixa implícito em suas declarações, o seu desdém em relação aos que o criticaram desde sua posse no comando técnico. Dunga deu a eles uma resposta à altura, traduzida em bons resultados.

E a satisfação de Dunga com o próprio trabalho é enorme. E não poderia ser menor. Conquistar uma Copa América, uma Copa das Confederações e classificar a Seleção para a próxima Copa é uma campanha excepcional, ainda mais porque se trata do Dunga, que assumiu a empreitada sem experiência alguma como treinador. Daí a desconfiança de muitos. Mas tal desconfiança perdeu força com o passar do jogos, e acabou se transformando em simpatia e reconhecimento.

Ainda faltam duas rodadas para o fim das eliminatórias. Apesar de classificado, o treinador deixa claro que pretende fechar o ano ganhando. E o treinador tem razão. É preciso terminar bem esse ano antes de se iniciar a preparação para a Copa do mundo. E as duas últimas parrtidas servirão para ajudar Dunga a ir fechando o elenco que aliás, já possui uma boa base já formada. Poucos jogadores deixaram esse grupo dando lugar a novos 'sortudos'. Portanto, veremos pouquíssimas surpresas. Quem se sair bem nos dois jogos que restam poderá carimbar o passaporte pra África do Sul.

Resta ao técnico Dunga, seguir sua linha de trabalho que até então vem dando certo, sem se importar com quaisquer comentários - como ele sempre fez. Seu sucesso é merecido, e seu trabalho é digno de elogios, afinal, Dunga deve ser julgado pelos seus resultados, e tais resultados já estão ultrapassando (se não já ultrapassou) o status de surpresa e se tornando eficiência, graças a um planejamento sério e focado nos bons resultados.

Por Rudney Guimarães

quarta-feira, 2 de setembro de 2009



A péssima situação do Fluminense no campeonato brasileiro fez com que o clube trocasse mais uma vez de treinador. E pra surpresa de muitos - e eu me incluo nesse grupo - o novo técnico é o Cuca. Todos achavam que ele ficaria longe da profissão de técnico até o fim deste ano, mas (sabe-se lá por qual motivo) eis que de repente o Cuca aceita a difícil missão de salvar o tricolor carioca do rebaixamento. Mas, deixando de lado a decisão do Cuca em assumir essa árdua missão, vamos ao que interessa.

Quando se pensa em crise, se pensa em administração, má administração. O Fluminense ao longo do campeonato fez contratações sem nenhum planejamento, que acabam sendo jogadas à roleta, podendo obter êxito ou não. Talvez um ou mais jogadores poderiam trazer bons benefícios ao clube, mas se contratados na hora certa, com o ambiente favorável e não por decisões precipitadas decorrentes do desespero de um insucesso. Em meio às últimas contratações feitas pelo clube, sai uma declaração de Renato Gaúcho dizendo que os jogadores que já estão no elenco sofrem com 3 meses de salários atrasados. O clube também atravesa um momento político delicado. A oposição prepara um pedido de impeachment do presidente Roberto Horcades. Como podem ver, fatores para que o ambiente de trabalho seja desfavorável não faltam.

Na rodada atual (22ª rodada), o Fluminense ocupa a última posição da tabela com 16 pontos. Uma campanha pífia que obriga o time a reagir o quanto antes se quiser fugir da série B, local já conhecido pelo clube das Laranjeiras. O primeiro time além da zona de morte é o Santo André, com 24 pontos. Uma breve análise - e comparação - entre a campanha do Fluminense e do Santo André mostra a posição delicada que o clube carioca se encontra.

- O Santo André tem 6 vitórias, sendo que 3 delas foram fora de casa;
- O Fluminense tem apenas 3 vitórias, e todas como mandante;
- O Fluminense é o 2º time que mais errou passes no campeonato, 811;
- Nas finalizações, o Santo André ocupa a 10ª posição, enquanto que o Fluminense é o penúltimo (19º);
- Sem contar que o Fluminense tem a 6ª pior defesa e um saldo negativo de 14 gols contra 9 negativos do Santo André.

Sobre os números acima, percbe-se que o leve retrospecto positivo do Santo André em relação ao Fluminense explica a situação de cada um na tabela. Ambos estão ameaçados, claro, mas 3 vitórias a menos e nenhum triunfo fora de casa acabam sendo fatores crueis e determinantes para a lanterna estar nas mãos do tricolor carioca.

Números tão desfavoráveis geram uma pressão imensa em cima do grupo do Fluminense. Aliado aos maus desempenhos dentro de campo, a desorganização fora dele ajuda a aumentar a dificuldade do clube sair do caos em que está. Aliás, uma coisa está ligada à outra.

O fato é que matematicamente ainda há salvação para o Fluminense, e Cuca irá mostrar aos jogadores justamente isso, que ainda dá pra escapar da série B. Assim como o Avaí teve uma ótima sequência de invencibilidade, resultando num enorme salto de posições na tabela, o Fluminense pode obter semelhante arrancada. No domingo a equipe enfrenta um concorrente direto na zona de baixo, o Náutico, no Maracanã. Será o início de uma recuperação?

Por Rudney Guimarães

segunda-feira, 3 de agosto de 2009



O Campeonato Brasileiro vai se aproximando da sua metade. Faltam 3 rodadas para o fim do 1º turno, e ao longo das 16 rodadas disputadas até agora deu pra perceber e/ou deduzir o que cada equipe de fato buscará até o término do campeonato. Não irei falar de demissões de técnicos porque isso é normal no Brasil. Portanto, a análise mais interessante é a que se faz visando a trajetória dos clubes até o momento. É relativo dizer que o campeonato ainda está no início ou que o mesmo já está numa fase bastante adiantada. Tudo depende das equipes observadas e suas posições na tabela e, claro, do futebol que cada uma vem apresentando. Se uma equipe demonstra crescimento nos últimos jogos, sua perspectiva positiva aumenta, por exemplo. Mas isso pode mudar em questão de rodadas.

As equipes devem buscar manter a regularidade. Mas isso é uma meta difícil de ser alcançada com sucesso. Nesse campeonato algumas equipes não vêm mantendo a regularidade e ainda por cima sofrem com um jejum sem vitórias. Estas duas questões podem ser notadas ao olhar a tabela. Times regulares, estão no topo, como Palmeiras, Atlético Mineiro e Goiás. Estes 3 clubes entraram em campo mais dedicados que os demais, buscando sempre a vitória. Vale ressaltar o bom trabalho de Celso Roth no Atlético-MG e Hélio dos Anjos no Goiás, além da chegada de Muricy Ramalho no Palmeiras.


Os clubes que não mantêm a regularidade vem no pelotão do meio. Tanto é, que do 4º colocado, o Inter, para o 13º, o Botafogo (último da zona da sulamericana) a diferença é de apenas 8 pontos. Digo apenas porque como a regularidade não vem sendo rotina de muitos clubes, essa diferença não é tão difícil de ser tirada. Grêmio e Vitória são fortes quando jogam em casa, mas pecam quando saem pra jogar nos campos adversários. É preciso vencer fora se quiser almejar um bom lugar na tabela de classificação. Os clubes que estão no pelotão do meio alternam boas e más partidas, o que dificulta a chegada até o topo. A surpresa desse grupo intermediário é o São Paulo, que vinha mal no campeonato mas vem se recuperando. Venceu as últimas 3 partidas e se pegar o embalo do ano passado, pode pintar como possível candidato ao título.

Por outro lado, alguns clubes já alcançaram recordes muito negativos e se não reagirem, poderão ver a última cada vez mais perto, e cada vez mais desesperadora. Começar o campeonato pontuando bem é essencial para não passar sufoco ao longo dele, embora muitos clubes começam mal e acabam se recuperando. Isso soa tão óbvio, mas muitos times acabam pecando no início e se desesperando do meio pra frente. Os quatro últimos hoje, poderão ser - ou não - os rebaixados no final do ano. Por enquanto ainda há tempo de Fluminense, Sport, Náutico e Atlético Paranaense mudarem esse panorama. A péssima campanha deles demonstra que a falta de competência pode trazer resultar em situações indesejáveis.

Existem explicações pra clubes tradicionais estarem pontuando tão mal e rendendo menos que times menos tradicionais ou estreantes? Sabe-se que o ambiente fora de campo ajuda muito, mas pode atrapalhar em dobro. Mal planejamento faz com que o andar da carruagem não seja na velocidade em que se desejava no início da trajetória de cada clube. Entenda mal planejamento como um conjunto de coisas, como erro na contratação de algum(ns) jogador(es); apostas frustadas em técnicos, como também a demissão sucessiva como justificativa pro mau desempenho (em alguns casos justifica); salários atrasados; desordem interna; briga política; briga de egos; falta de comando; dentre outras coisas.

Quem acompanha o campeonato rodada à rodada, percebe que mudanças acontecem, lentas ou não. Reações surgem de repente e decepções teimam em se alongar. O fato é que quanto mais organização, mais chances de se obter êxito. Soluções paleativas ao longo do campeonato às vezes dão certo, como a contratação de um técnico que chega conhecido como 'o salvador da pátria'. Mas é arriscar sem ter certeza no sucesso, é uma tentativa desesperada de solucionar o problema.

Por fim, finalizo com mais um problema para os clubes, a janela de transferência. Muitos clubes vão bem até o fechamento da janela, e depois acabam perdendo rendimento . Por esse motivo, apostar em algum clube é algo impensável no momento. Na verdade já seria sem ela, pois manter uma regularidade ao longo de 38 rodadas é algo muito difícil. Se a diferença de pontos entre os clubes se manter baixa, surpresas poderão acontecer até dezembro. Até lá muita coisa irá acontecer dentro e fora dos gramados, mas que dá pra perceber uma leve superioridade de alguns clubes pra outros, isso dá.

Por Rudney Guimarães

quarta-feira, 29 de julho de 2009


É, a boa fase da seleção também tem provocado atitudes positivas por parte do técnico Dunga. Muito cobrado por sua teimosia e incoerência nas substituições e convocações, na última convocação para o amistoso contra a Estônia o treinador deu bons sinais de que tem mudado de atitude. Ele deixou de fora o atacante Alexandre Pato e o lateral-esquerdo Kleber, ambos em má fase, convocando Diego Tardelli que vem mantendo uma boa regularidade no Atlético, tanto de gols, como de boas atuações, e o lateral Marcelo, do Real Madrid. Este último teve boa participação nas Olimpíadas o ano passando, sendo um dos poucos a se destacar pelo Brasil na competição. Não deu prosseguimento na Seleção principal porque vinha jogando no meio-campo pela equipe madrilena.


Pouco antes, na Copa das Confederações, o treinador brasileiro já havia tido uma postura coerente, quando sacou o lateral-esquerdo Kleber, pouco participativo, e entrou com André Santos que vinha atuando bem.


Essas atitudes, e outras que dizem respeito ao não privilégio de certos jogadores são importantes para que se reafirme que a única estrela deve ser a própria Seleção Brasileira. Isso contribui para se acabar com as vaidades que tantas vezes prejudicou o time brasileiro. Além disso, a coerência na convocação e escalação faz com que o time tenha sempre o melhor em campo. O que se espera é que jogadores que atuam apenas com a imagem do que já foram estejam cada vez mais longe da Seleção, e que algum comando firme e coerente permaneça, diante de um emaranhado de vaidades e interesses que paira sobre a CBF.


Por Danniel Olímpio

sábado, 4 de julho de 2009



Muito se fala da desorganização do Clube de Regatas do Flamengo e da péssima administração por parte da diretoria. E esse não é um problema atual, já vem de longa data. Quem acompanha a mídia esportiva e em particular as notícias do Flamengo, percebe que sempre algo conturbador está acontecendo no clube. E tudo isso só acontece devido aos fatores extracampo, aliado às más administrações que vêm se perpetuando na Gávea.

Sabe-se também, que por se tratar do clube mais popular do país, as notícias vindas do Flamengo, acabam repercutindo bem mais do que em qualquer outro clube. Um bom exemplo é o atraso de salários. Diversos clubes convivem com este problema, mas no Flamengo este assunto sempre é veiculado com mais ênfase e espetacularização. Mas, deixando de lado esse fator negativo que pesa sobre o clube, o fato é que decisões - ou a falta delas - tomadas dentro do rubronegro carioca, acabam fazendo com que a repercussão venha à tona. A desorganização dentro do campo reflete diretamente no desempenho do time dentro de campo.

Conhecida pelas más administrações, a diretoria do Flamengo vez em quando surge em evidência diante de certos acontecimentos dentro do clube. E o que não faltam são assuntos para argumentar este assunto. Só pra citar, nas últimas semanas diversos acontecimentos deram margem aos questionamentos sobre a direção do clube da Gávea. O aparecimento do volante Ives foi um deles. O atleta apareceu no campo de treinamento, com uniforme de treino, como um suposto novo contratado. Pouco mais tarde o dirigente Kléber Leite comentou que o clube não teria acertado nenhum contrato com Ives. O jogador é amigo de Adriano, e logo surgiu a notícia de que ele teria chegado à Gávea por indicação do imperador.

Este fato supracitado é apenas um dos muitos desencontros entre a própria diretoria do Flamengo. Não bastasse a falta de informação entre membros internos no clube, a falta de comunicação entre os setores não nos leva a outra justificativa senão à falta de comando. As decisões tomadas no Flamengo sempre se esbarram em contradições. A verdade é que o rubronegro carioca dá motivos para ser falado, para ser criticado, e principalmente, para ter sua imagem manchada, o que lhe tira qualquer porcentagem de credibilidade. Essa credibilidade acaba sumindo, por exemplo, diante de uma tentativa de compra do volante Ibson, junto ao Porto de Portugal. Famoso por nunca ter dinheiro (apenas dívidas), o Flamengo se vê diante de um receio do clube português, pois ainda deve o valor do atual empréstimo do jogador.

Agora com Adriano, o time já sofre com demasiado assédio da mídia. Nesta semana em mais uma falta ao treino, o clube novamente sofre com críticas sobre a sua direção. A falta de justificativa plausível reforça na diretoria o status de 'bagunçada'. O clube dá a perceber que o amadorismo ainda faz parte da diretoria, e que o comando do Flamengo encontrasse enfraquecido, quiçá inexistente. Isto deixa em dúvida se a diretoria tomará decisões diante de indisciplinas, sejam elas vindas de Adriano ou qualquer outro atleta.

Seja no Flamengo, ou no Ivinhema, o profissionalismo é indispensável. Com ele qualquer decisão interna a ser tomada tem grande chances de se obter êxito. No clube, é visível a desorganização geral fora de campo, mesmo que a diretoria tente mostrar o contrário e/ou mesmo com algumas boas decisões tomadas ultimamente. Ao Flamengo falta muito para se chegar a um nível profissional de direção. Faltam pessoas de pulso firme, que saibam conduzir o clube como tem que ser, que coloquem diante de todas as decisões o fato de que tudo deve ser unicamente para o bem do clube carioca. Quem sabe o próximo presidente do clube tenha essa visão e principalmente, tome decisões mais profissionais do que as que vemos hoje, trazendo de volta o respeito que o Flamengo precisa.


Por Rudney Guimarães

sexta-feira, 26 de junho de 2009



O clube mais popular do país começa a dar um passo rumo ao tão sonhado progresso. O Flamengo assinou nesta sexta, dia 26, junto ao CFZ, Clube de Futebol do Zico, um protocolo de intenções, visando a compra do clube fundado pelo maior ídolo do time rubro-negro. A Fundação Getúlio Vargas irá avaliar o valor do CFZ num prazo máximo de 90 dias, e então o Flamengo deverá apresentar um projeto de compra em até dois meses. Logo abaixo está a planta do Centro de treinamentos do CFZ.


divulgacao/divulgacao

A mudança do modelo de gestão do Flamengo visa transformar o clube em empresa, e mostra uma nova perspectiva para o futuro do clube. Afundado em dívidas e com passado marcado por péssimas adminstrações, o clube tenta fazer algo que possa mudar a sua realidade. Além do mais, o Flamengo sonha entregar a administração do futebol ao seu maior ídolo, Zico.

O Flamengo enfim, começa a pensar em mudanças para o bem do clube. Mas ainda falta acabar com os desentendimentos entre a diretoria. Todos devem pensar unicamente em tomar atitudes que venham beneficiar o Flamengo. O que se vê são decisões tomadas por uma parte, que ao mesmo tempo são criticadas e ignoradas por outra. A visão que se deve ter é que acima de tudo e de todos está o Flamengo. Se não for assim, qualquer posição a ser tomada, pode não ter o efeito desejado/esperado.

A aproximação de Zico com o Flamengo é um ponto positivo para o clube. A demonstração de querer mudar a administração atual, atrai os olhos da sociedade como um todo. É uma jogada ambiciosa que pode trazer bons frutos ao clube a longo prazo. Além do mais, a possível vinda de Zico para a administração do Flamengo pode trazer de volta a credibilidade perdida após tantos anos. Isso pode atrair mais investidores e, principalmente, mais sócios, tendo em vista que a falta de confiança na diretoria que hoje impera no rubro-negro é um motivo para que milhares de torcedores não participem financeiramente com o clube.

Portanto, é indiscutível a importância do projeto para o futuro do Flamengo. Se tudo der certo, o clube poderá readiquirir a dignidade e respeito outrora esquecidos. Cabe aos homens responsáveis pela condução administrativa do clube pensar unicamente no crescimento da Instituição Flamengo. O clube que tem a maior torcida do país merece uma administração séria e que passe credibilidade à toda a sociedade. Ao que parece, tal conduta parece estar sendo visualizada e esboçada no papel. Resta então colocá-la em prática.

Por Rudney Guimarães





Brasil 1 x 0 na África do Sul. Resultado difícil e uma vaga para a disputa de mais um título. Foi uma vitória suada, muito importante. Tão comemorado quanto a vitória deve ser o aprendizado que o Brasil teve neste jogo e que infelizmente não foi percebido durante a partida.

Já foi muito dito e percebido durante os jogos que o Brasil tem um ótimo contra-ataque, principalmente explorado pela velocidade de Ramires, Kaká e Robinho. Isso quando se joga contra um time que também busca o ataque, coisa que não aconteceu contra a seleção sul-africana. A Seleção Brasileira encontrou enorme dificuldade em passar pela defesa adversária, e não houve a tal leitura de jogo por parte do técnico Dunga para que medidas fossem tomadas durante a partida. E a vitória veio graças a excelente cobrança de falta do lateral Daniel Alves, já que o Brasil havia criado poucas chances claras de gol.

O ensinamento adquirido neste jogo foi de que a Seleção ainda precisa aprender a jogar contra equipes que jogam fechadas. Ficou claro que faltou a presença de mais um jogador habilidoso no meio, pra tentar uma jogada individual, mais aguda, e com isso criar os espaços necessários para se chegar ao gol adversário. Outro ponto negativo foi as poucas subidas dos laterais. Maicon não rendeu o esperado, até pela falta de um auxilio no lado direito, já que Ramires pouco se apresentou por aquele lado e Robinho e Kaká caiam mais pela esquerda. E André Santos não conseguia dar o apoio esperado.

O alerta surgiu em tempo. Dificuldades maiores virão por ai. Já é hora de se pensar em outras opções táticas, para que o time não seja surpreendido. Esse é um dos grandes desafios para a Seleção, que nosso treinador consiga perceber taticamente os jogos e possa mudar o time no decorrer das partidas. Basta lembrar do jogo contra a França, pelas quartas-de-final na Copa da Alemanha, onde o Brasil foi completamente anulado pelos franceses, que venceram o time brasileiro, dando uma aula tática.

Essa questão da leitura de jogo que o técnico Dunga precisa ter é importante para se evitar surpresas desagradáveis. Não foram poucas às vezes na história em que o Brasil vinha ganhando fácil suas partidas, mas, por uma formação tática deficiente ou mesmo a falta de uma percepção de jogo de seu treinador, acabou sendo eliminado. Portanto, a percepção tática, antes e durante o jogo, é de extrema importância para que surpresas ou eliminações sejam mais difíceis de acontecer. Considerar este fator não menos importante que a técnica e valores individuais é indispensável para um técnico e time vencedor.

Por Danniel Olímpio