domingo, 24 de outubro de 2010

Bela vitória do Galo no clássico mineiro

(foto: globoesporte.com)


Ótimo duelo entre os maiores de minas. Cruzeiro e Atlético fizeram talvez o melhor jogo da rodada, num total de 7 gols, que acabou com vitória atleticana por 4 a 3.

Como já foi dito no último texto, os bons jogadores em campo e a necessidade de vitória de ambas equipes credenciavam o jogo como um dos melhores entre os dois nos últimos anos. A chuva não chegou a atrapalhar os jogadores, que fizeram uma partida muito disputada, do início ao fim.

O grande mérito do Atlético foi imprimir uma forte marcação no primeiro tempo e sair rápido nos contra-ataques, o que foi decisivo na maioria dos gols do time. Além disso, conseguiu envolver a marcação cruzeirense com um bom toque de bola. Só após os 30 primeiros minutos do 1º tempo é que o Cruzeiro equilibrou o jogo, com a entrada de Gilberto no lugar de Diego Renan, que acabou marcando um belo gol, diminuindo o placar para 3 a 1.

O que se viu no segundo tempo foi um Cruzeiro muito agressivo, acuando a defesa alvinegra. Dorival Júnior percebeu as dificuldades defensivas do Atlético, colocando o volante Alê, no lugar de Renan Oliveira. A mexida de nada adiantou e o Cruzeiro continuou criando e desperdiçando chances. Mas a inspiração no dia de hoje não era apenas do atacante Obina, que marcou 3 gols, era de todo o Atlético, que acabou marcando o 4º gol, com o zagueiro Rever, que fez grande partida.

O Cruzeiro se abateu um pouco com o 4º gol atleticano, mas minutos depois voltou a partir pra cima. Após tanto insistir conseguiu fazer mais 2 gols, e continuou buscando o empate até o fim da partida. Mas o Atlético resistiu e assegurou a importante vitória por 4 a 3 diante do seu maior rival.

O jogo mostrou bem o trabalho dos dois treinadores em momentos diferentes da partida. No início, ficou claro uma característica do técnico atleticano, que já utilizava no Santos. A de uma forte marcação e ataques rápidos. Já o técnico Cuca, promovendo a entrada de Gilberto, fez com que o Cruzeiro retornasse a característica que acompanhou o time celeste durante todo o campeonato, a de funcionar muito bem pelos dois lados do campo, utilizando bem seus 3 volantes que distribuem o jogo de forma rápida e eficiente.

Apesar da derrota, o Cruzeiro ainda segue firme pelo título. Foi derrotado por um Atlético em dia inspirado, que pela qualidade dos seus jogadores não era para estar na situação em que se encontra. Diante do que apresentou as duas equipes neste super jogo, podemos dizer que ambas seguem com boas chances de conseguir alcançar seus objetivos. O de ser campeão brasileiro, pelo lado do Cruzeiro, e permanecer na 1ª divisão, pelo lado do Atlético.

Por Danniel Olímpio

O clássico das reclamações


Vasco e Flamengo fizeram hoje mais um clássico. Um empate acabou sendo justo, mas não o resultado esperado - e necessário - pra nenhum dos dois.

Assim que o jogo começou, o Vasco tomou iniciativa e ficou com maior posse de bola. O time impôs uma marcação adiantada, forçando o adversário a perder a posse de bola. Na frente Eder Luís e Zé Roberto davam boa velocidade na subida ao ataque.

Já o Flamengo estava sem toque de bola, com ataque inoperante, salvo algumas jogadas com Diego Maurício, que, de longe, é o melhor ataque no atual momento do time.

Quando o Flamengo começou a equilibrar o jogo, o Vasco abriu o placar, num lance de azar da zaga rubronegra. Mas o Vasco era mais perigoso ofensivamente. Logo, o gol não foi surpresa.
No segundo tempo o Fla voltou mais disposto e conseguiu o empate, quando já estava com um jogador a mais. Aliás, a expulsão do jogador do Vasco (Dedé) foi bastante reclamada pelos vascaínos. Sem razão. A expulsão foi justa.

Pra quem acompanha jogos do Flamengo neste campeonato, foi perceptível neste jogo, erros frequentes do time durade a competição. Passes errados, marcação ruim, falta de objetividade, e mais uma vez tomando o gol antes de fazer. Então teve que correr atrás do placar, novamente.

O Vasco poderia ter atacado mais após abrir o placar. E na segunda etapa, com um a menos boa parte do tempo, o time jogou defensivamente, não conseguindo nem explorar os contra-ataques.

O Flamengo conseguiu o empate, mas poderia ter virado a partida. O time acabou sendo prejudicado pelas paralizações ocorridas na partida, o que acabou quebrando o ritmo do time na busca de pressionar o adversário.

Foi um clássico tenso, disputado, repleto de reclamações e cartões. Mas tecnicamente deixou um pouco a desejar. Poderia ter tido mais gols e lances perigosos.

A irregularidade do Flamengo é notória. E a impressão que se tem é que o time adversário não precisa se esforçar muito pra fazer gols e/ou ganhar do rubronegro. Isso porque o Flamengo proporciona ao time adversário a oportunidade de dominar a partida e crescer no jogo.

O Flamengo tem seus méritos negativos. Erra muitos passes, é lento na saída de bola, e hoje, explorou pouco o lado direito com Léo Moura. E não acionou muito Diego Maurício. Ele proporcionou as melhores jogadas do time.

E o empate acabou sendo "aceitável" pelo Vasco, devido às circunstâncias do jogo. Apesar da expulsão de um jogador, o time vascaíno não continuou forçando o ataque. E o empate acabou sendo um placar previsível à partir do segundo tempo.

Na quarta-feira o Flamengo encara o Corinthians no Engenhão. Já o Vasco visita o Vitória no Barradão.

Por Rudney Guimarães

sábado, 23 de outubro de 2010

Cruzeiro x Atlético-MG - Antes do clássico

Possivelmente o torcedor irá ter, neste domingo, um dos maiores jogos entre estas duas equipes nos últimos anos. Tanto pela situação antagônica entre os dois, onde um briga para se manter na ponta e outro contra o rebaixamento, mas também pela quantidade de bons jogadores em campo.

A qualidade ofensiva de jogadores como Gilberto, Montillo e Thiago Ribeiro pelo lado do Cruzeiro e Diego Souza, Obina e Tardelli pelo Atlético, credencia este clássico como um dos grandes clássicos do futebol nacional.

Cruzeiro x Atlético sempre foi um jogo muito brigado, disputado. A magia principal era a rivalidade e essa disputa, que por muitas vezes terminava em uma confusãozinha ou outra. Apesar destes ingredientes permanecerem, o elemento da técnica apurada dos jogadores que entrarão em campo deve ser destacado, pois, diferente de outros anos, neste confronto o Atlético terá jogadores que desequilibram, e não apenas um ou outro como em outras ocasiões. E o Cruzeiro mantém sua tradição de formar grandes equipes, que além de bons jogadores, possui ótimo conjunto.

Óbvio que quando se fala em jogadores como Diego Souza, Obina e Tardelli, deve se destacar o trabalho do técnico Dorival Júnior, outro grande personagem do jogo, que vem fazendo ótimo trabalho de recuperação, fazendo com que estes jogadores voltem a render o esperado.

Apesar disso, ainda não podemos falar que o clássico será equilibrado. Pelo simples fato que o Atlético ainda é um time em transição, está em uma situação complicada na tabela e o Cruzeiro é o time mais organizado deste campeonato, com o maior equilíbrio entre defesa e ataque e ainda terá só seus torcedores no Parque do Sabiá, em Uberlândia - acordo feito entre os dois times, para evitar confronto entre as torcidas (clássico do 1º turno foi só com torcedores altleticanos).

Claro que o Atlético poderá surpreender, se não nos esquecermos da certíssima máxima de que “o futebol é uma caixinha de surpresas”. A questão de um favoritismo para o Cruzeiro talvez não caiba tanto, pela maior organização dada pelo treinador atleticano, principalmente na defesa, e também pela experiência dos homens de frente do Galo, acostumados a conquistas e a grandes jogos.

Portanto, o que se pode dizer é que o Cruzeiro leva a vantagem de ter um time mais organizado, em melhor situação na tabela e por ter toda a torcida a seu favor. Mas, pela quantidade de jogadores que desequilibram de ambos os lados, a questão do favoritismo fica pra próxima.

Por Danniel Olímpio

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A imagem rubro-negra


O Flamengo está se preocupando com sua imagem. Após os acontecimentos com o goleiro Bruno, a presidente Patrícia Amorim tratou logo de se mexer e determinou que os futuros reforços só assinarão contrato com cláusula protegendo a instituição, com rescisão e até direito a perdas e danos de imagem. Inclusive, a medida já passou a valer nos contratos dos novos reforços, o atacante Colombiano Cristian Borja e o goleiro Vinícius.

Além dessa medida, outro ponto que dá indícios de repúdia à atos que manchem a imagem do clube está no desabafo de Zico, de que não vai mais admitir falta de profissionalismo no Flamengo.

É louvável essa tentativa, mas que não seja isolada. Para que haja respeito ao clube e, principalmente compromisso por parte dos jogadores, várias medidas de ordem administrativas devem ser tomadas. Antes de qualquer coisa, é necessário ligar o “escudo anti-crise”. O Flamengo, mais do que qualquer outro clube, tem uma capacidade impressionante de provocar crises. A pressão é grande, a visibilidade e a mira da imprensa está sempre apontada, esperando qualquer deslize.

Salários atrasados, declarações infelizes, torcedores invadindo treinamento, jogador se atrasando e faltando a treinos. Estes são alguns fatos mais comuns que acontece no dia a dia do clube. Mas com ação da administração essa realidade pode mudar e a melhoria da imagem do clube pode acontecer, como recém pretendem seus os diretores.

Por outro lado, fica ai a dúvida de até onde vai essa busca pela boa imagem da instituição. Porque eles se atentaram pra esse problema e se manifestaram só após o ocorrido com seu ex-goleiro. E os constantes casos ao longo dos anos que pipocam na imprensa quase que a cada semana? Será que não foram suficientes para um despertar da diretoria e uma tomada de atitude? A noção de que é melhor prevenir que remediar parece não fazer parte da cartilha rubro-negra.

A dúvida quanto aos rumos de uma nova mentalidade fica até que se tomem medidas realmente efetivas e que dêem conta de todo o problema. Mas a esperança do torcedor está renovada, com a chegada do seu eterno ídolo Zico, que chega com discurso renovador e que, ao que parece, tem refletido nas atitudes tomadas pela presidente rubro-negra.

Por Danniel Santos Olímpio

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O fim de um incômodo


A Copa do Mundo 2010 acabou. A Espanha fez jus ao título de favorita (uma das) e conseguiu conquistar sua primeira Copa em sua primeira decisão. Decisão esta que teve uma marca negativa: a final mais violenta da história.

A falta de técnica voltou a ser notável e presente em um bom tempo do jogo. A Espanha, porém, por ter um time de mais toque de bola e de possuir um estilo de jogo ofensivo, mostrou mais interesse em ir ao ataque.

Como em diversos jogos na Copa, o que se viu foi marcação forte de ambos os lados. A preocupação de não sair atrás no placar foi mais forte que a vontade de fazer um gol. E a Holanda além de jogar numa retranca, explorando os contra-ataques, parou o jogo com muitas faltas. E em sua grande maioria, faltas desleais e bastantes violentas.

E como deu pra perceber durante a Copa, vários jogos acontecem durante um jogo. Dificilmente uma seleção conseguiu manter o mesmo ritmo de jogo em campo durante uma partida. Na partida final, porém, se viu um jogo amarrado durante todo o tempo. Mas a técnica espanhola se sobressaiu em alguns momentos, criando boas chances de gol, desperdiçadas.

Mas a justiça foi feita e a Espanha acabou marcando na prorrogação e deixando claro o merecimento da "Fúria" em conquistar a Copa do mundo 2010. Foi a vitória do time premiado pela FIFA como o time "Flair play", por seu jogo limpo durante a competição. Fato explicado pela característica de toque de bola e pelos jogadores técnicos e habilidosos.

A Holanda, apesar de possuir experientes e bons jogadores, buscou na defensividade a arma pra surpreender seus adversários, através dos contra-ataques. Mas por se abster de jogar de igual pra igual, mesmo tendo time pra isso, acabou sucumbindo na falta de vontade de jogar pra frente. Perdeu mais uma final.

Por Rudney Guimarães

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Está acabando

A Copa do Mundo 2010 vai chegando ao fim. Nesses quase trinta dias de jogos, várias surpresas ocorreram, com grandes seleções sendo eliminadas precocemente da competição. Uma delas, pra tristeza dos brasileiros, foi a Seleção Brasileira.

Vários temas foram levantados durante a Copa da África do Sul. Uma delas foi a tão falada Jabulani, a bola temida pelos goleiros e que não caiu nas graças da maioria dos jogadores. Outro ponto colocado em pauta foi o baixo nível técnico nos jogos. Uma prova disso foi a baixa média de gols na primeira fase.

A partir das oitavas, o nível técnico melhorou. Grandes jogos, erros de arbritagem, favoritos voltando mais cedo pra casa, tudo isso proporcionou emoções fortes pra todos que acomparanham (e ainda acompnaham) esse grande evento.

Com as eliminações e o afunilamento normal da competição, os favoritos foram surgindo e confirmando as boas perspectivas levantadas antes e durante a Copa. Fato comprovado com a formação de uma final inédita, com duas seleções que ainda não ganharam o título mais importante do futebol mundial.

Holanda e Espanha chegaram com méritos até à final. Cada seleção com sua maneira de jogar, mas com favoritismos semelhantes. Muito se falava da Holanda, que além de ter uma tradição em Copas desde a década de 70, com a chamada "Laranja mecânica", tem um time recheado de bons jogadores, experientes e com futebol bastante objetivo.

A Espanha chegou à África do Sul rodeada de elogios. Possui uma seleção bastante técnica e habilidosa, mas com o peso de nunca ter chegado à final de uma Copa do Mundo. Mas a Espanha mesmo começando mal a competição, conseguiu se encontrar durante os jogos e finalmente ter a oportunidade de ganhar a tão sonhada taça.

Nessa final não há favoritos, apesar da seleção holandesa ser mais experiente. As duas seleções fizeram por merecer a oportunidade que terão nesse domingo. Pelo fato de serem dois times que mostram um bom futebol, surge uma expectativa boa de que o mundo irá presenciar um bom espetáculo. Pelo menos tudo leva a crer que sim. Mas mesmo se faltar o bom futebol, a emoção sempre estará presente no maior espetáculo do planeta.

Rudney Guimarães

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A "paradinha"

Por causa daCopa do Mundo, que irá começar nesta semana, o campeonato brasileiro de 2010 deu uma parada. Os clubes já deram folga pros seus jogadores, que só entrarão em campo daqui a quarenta dias. Isso indica um bom tempo pra que os clubes possam analisar seus respectivos desempenhos até agora e, desta forma, têm a chance de buscar melhorias para a continuação do Brasileirão.

Até esta sétima rodada o campeonato trouxe algumas surpresas, como também se confirmaram algumas previsões. Uma boa surpresa é o time do Ceará dividindo a liderança com o Corinthians. Sem dúvida ninguém esperava essa performance do time cearense, ainda mais por se tratar de um clube que há muito tempo não disputa a série A do Brasileirão. Fato semelhante ao Guarani, 5° colocado, deixando vários times grandes pra trás.

Um fato curioso éa presença dos 3 atléticos na zona do rebaixamento. A presença mais ilustre na zona da degola éa do Atlético Mineiro. Por outro lado, o Vasco, que acaba de retornar pra 1ª divisão, mostra a fragilidade do seu elenco e já é visto como um principal candidato ao rebaixamento.

Porém, para os clubes que passam por momentos ruins no campeonato, a pausa para a Copa do mundo poderá ser um alívio para que tudo seja repensado e planejado, visando a volta por cima dentro da competição.

O cenário pra alguns clubes é ruim, pra outros o cenário é bom. Mas isso é momentâneo, pois as posições na tabela mostram apenas o bom ou mau início dos clubes na competição. O fato é que fatores como contratações e/ou desmanches serão pontos importantes para o futuro dos 20 times. Ano passado, por exemplo, quem imaginaria que o Flamengo fosse o campeão brasileiro?

Portanto, a parada é boa para que todos os clubes possam se reorganizar. É hora das diretorias trabalharem, contratarem e planejarem bem a trajetória de seus respectivos clubes, para que não tenham péssimas surpresas no fim do ano. Aos jogadores, resta tempo de sobra para rever os erros e tentar corrigí-los através dos treinamentos. A hora é essa, é só aproveitar.

Por Rudney Guimarães